domingo, 15 de junho de 2008

Grito de um inocente

Você que vive
Sem comprometer-se com a vida
Lembre-se que um dia morrerá
E como será?

Você que mente
Manipulando a verdade
Lembre-se que ela sempre aparece
E o que acontece?

Você que prospera
Sem empregar teus recursos na promoção do ser
Patrocinas a marginalidade
E o que fará?

Você que me vê e não me reconhece,
Que me ouve sem absorver o que digo
Lembre-se que estou sempre diante de ti
Você é que não está nem aí...

Ao te abordar
Sou considerado um elemento
Chegando até a incomodar
Como se fosse um excremento.

Teu ventre tão distante do coração e da alma
Tua razão tão longe do amor e da calma
Não sou teu filho?
Sou Jesus, O Nazareno!

Ao lavar tuas mãos
Mancha-as com sangue inocente
Crucificando-me em teu ventre
Mantém o que te destrói
E elimina o que poderia te salvar.

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