Se pesquisarmos sobre Deus, encontraremos várias definições à seu respeito. Seja na Bíblia, na Igreja, nos Filmes, na Teologia, na Filosofia, na Poesia, e até na Wikipédia. Mas para o conhecermos de verdade, precisamos nos aproximar d'Ele. Inclinar nossa cabeça em seu peito como fez o discípulo amado na Noite Santa que precedeu sua Paixão.
Alguns críticos poderiam até alegar que Ele não está mais aqui. Para Saulo também não estava. Mas porquê ele perseguia os cristãos se Aquele Deus não existia? Porque Cristo teoricamente só permanecia vivo na imaginação deles? Só existia para aqueles que acreditavam Nele? Então pode-se dizer que Paulo deve ter enlouquecido. Quando via não enxergava. Quando ficou cego passou a enxergar tudo o que antes não via. E quando voltou a enxergar com os olhos da carne jamais voltou a olhar para o mundo como antes. Mesmo sem ter sido um dos apóstolos, foi capaz de falar tanto de um Deus sem ter convivido com Ele?
Pode ser que para alguns, Deus continue sendo um mistério. Para os ateus, Ele não exista. E para aqueles que perseguem os cristãos, Ele continue sendo um problema, uma versão a ser contestada, uma estória a ser esquecida. Mas para os excluídos, é o único que os enxerga verdadeiramente com amor.
"Bem aventurados os pobres, porque deles é o reino dos céus. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados." (Matheus 5, 3)
Para conhecer a Deus é necessário se aproximar d'Ele através da oração. Ser capaz de silenciar nossas próprias vontades, para conhecer os seus planos. Ser capaz de suportar a dor para experimentar o seu amor. Deixar-se amar. Deixar-se perdoar.
Às vezes nós olhamos para o nosso pecado e sentimo-nos tão pequenos diante dele, que até nos esquecemos o quanto Deus é grande. O quanto Deus é misericordioso. E quanta graça nos é dada pelo Sacramento da Reconciliação. Nosso pecado não representa nada para Deus. Nós sim, representamos muito.
E pra nós, o que tem mais importância: Deus ou nosso pecado? Se a nossa resposta é Jesus, para quê continuar valorizando o pecado?
Cada vez se torna maior o número de pessoas com depressão. Pessoas que não encontram mais sentido para suas vidas. Fazem as coisas por fazer. Clamam pelo fim. Mas a verdade é que o fim está próximo e não será possível suportá-lo sem Jesus.
A pergunta é: se Ele voltasse hoje, será que o reconheceríamos? Se Ele nos chamasse pelo nome, será que atenderíamos? Será que estaríamos preparados para recebê-lo? Se Ele fosse nos procurar agora, onde nos encontraria? E se nos encontrasse, ficaríamos felizes em vê-lo? Como o receberíamos: como um amigo ou um estranho? Como um irmão, ou como um renegado da família? Como um deus ou como o único Deus?
Renegar Deus é não acreditar Nele. Renegar uma pessoa é não acreditar nela. Às vezes nos decepcionamos demais com as pessoas simplesmente por depositar nela todos os nossos anseios. Na maioria das vezes deixamos de amar o que está diante de nós, por não ser capaz de enxergar o que realmente está. Não conseguimos olhar nos olhos de uma pessoa e aceitar o que ela é. Queremos que ela seja o que desejamos, ao invés de desejar amar o que ela é.
Com Deus não é diferente. Desejamos que Ele realize todos os nossos desejos como se fosse um gênio da garrafinha. Quando na verdade, nós é que deveríamos nos colocar a serviço de sua vontade. Assim como fez Maria, assim como fez José. Assim como fez o próprio Jesus, obediente até a cruz.