sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Comemoraria esse dia

Comemoraria esse dia
Com um feijãozinho fresco
Cheirinho de alho no ar...

Comemoraria esse dia
De maresia, de boa
Com a risada das crianças
Com um café, nescau quentinho e broa...

Comemoraria esse dia
Reunindo os mais chegados
Talvez até uma cervejinha
Uns tira-gostos, e alguns trocados...

Comemoraria esse dia
Até ele acabar
Talvez até me contentaria
Em simplesmente poder descansar...

No silêncio dessa dor
Me refugio nessa saudade
Preservo no peito esse amor
E tudo mais que for de verdade...

Me contento em ouvir sua voz
E saber que estás bem.

Hoje só quero ficar em paz.

Quem é Deus para nós?

                     Se pesquisarmos sobre Deus, encontraremos várias definições à seu respeito. Seja na Bíblia, na Igreja, nos Filmes, na Teologia, na Filosofia, na Poesia, e até na Wikipédia. Mas para o conhecermos de verdade, precisamos nos aproximar d'Ele. Inclinar nossa cabeça em seu peito como fez o discípulo amado na Noite Santa que precedeu sua Paixão.
Alguns críticos poderiam até alegar que Ele não está mais aqui. Para Saulo também não estava. Mas porquê ele perseguia os cristãos se Aquele Deus não existia? Porque Cristo teoricamente só permanecia vivo na imaginação deles? Só existia para aqueles que acreditavam Nele? Então pode-se dizer que Paulo deve ter enlouquecido. Quando via não enxergava. Quando ficou cego passou a enxergar tudo o que antes não via. E quando voltou a enxergar com os olhos da carne jamais voltou a olhar para o mundo como antes. Mesmo sem ter sido um dos apóstolos, foi capaz de falar tanto de um Deus sem ter convivido com Ele?
                     Pode ser que para alguns, Deus continue sendo um mistério. Para os ateus, Ele não exista. E para aqueles que perseguem os cristãos, Ele continue sendo um problema, uma versão a ser contestada, uma estória a ser esquecida. Mas para os excluídos, é o único que os enxerga verdadeiramente com amor.
"Bem aventurados os pobres, porque deles é o reino dos céus. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados." (Matheus 5, 3)
Para conhecer a Deus é necessário se aproximar d'Ele através da oração. Ser capaz de silenciar nossas próprias vontades, para conhecer os seus planos. Ser capaz de suportar a dor para experimentar o seu amor. Deixar-se amar. Deixar-se perdoar.
Às vezes nós olhamos para o nosso pecado e sentimo-nos tão pequenos diante dele, que até nos esquecemos o quanto Deus é grande. O quanto Deus é misericordioso. E quanta graça nos é dada pelo Sacramento da Reconciliação. Nosso pecado não representa nada para Deus. Nós sim, representamos muito.
                E pra nós, o que tem mais importância: Deus ou nosso pecado? Se a nossa resposta é Jesus, para quê continuar valorizando o pecado?
               Cada vez se torna maior o número de pessoas com depressão. Pessoas que não encontram mais sentido para suas vidas. Fazem as coisas por fazer. Clamam pelo fim. Mas a verdade é que o fim está próximo e não será possível suportá-lo sem Jesus.
A pergunta é: se Ele voltasse hoje, será que o reconheceríamos? Se Ele nos chamasse pelo nome, será que atenderíamos? Será que estaríamos preparados para recebê-lo? Se Ele fosse nos procurar agora, onde nos encontraria? E se nos encontrasse, ficaríamos felizes em vê-lo? Como o receberíamos: como um amigo ou um estranho? Como um irmão, ou como um renegado da família? Como um deus ou como o único Deus?
Renegar Deus é não acreditar Nele. Renegar uma pessoa é não acreditar nela. Às vezes nos decepcionamos demais com as pessoas simplesmente por depositar nela todos os nossos anseios. Na maioria das vezes deixamos de amar o que está diante de nós, por não ser capaz  de enxergar o que realmente está. Não conseguimos olhar nos olhos de uma pessoa e aceitar o que ela é. Queremos que ela seja o que desejamos, ao invés de desejar amar o que ela é.
Com Deus não é diferente. Desejamos que Ele realize todos os nossos desejos como se fosse um gênio da garrafinha. Quando na verdade, nós é que deveríamos nos colocar a serviço de sua vontade. Assim como fez Maria, assim como fez José. Assim como fez o próprio Jesus, obediente até a cruz.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Mentiras


Não borre meu batom
Com seus lábios de mel
Beijar não é seu dom
Nem minha boca, seu bordel.
Não me atire com seus olhos
Cor de fogo, à queima-roupa
Nesse caminho de abrolhos
Onde me perco e fico louca.
Não me abrace, eu não quero
Não me queime em seu calor
Presa, me desespero,
Não sou forte contra o amor.
Não quero, não posso, não devo
Não corra, não beba, não morra,
Na reta, na curva, no trevo
Não sou balanço, nem gangorra.
Tem sorte quem não viveu
O suficiente pra se apaixonar
De mãos ao alto, não se rendeu
E não sabe o que é amar.
Desconhece o que é paixão
Em sua pele dura e fria
Não tem mais desilusão

E não faz mais poesia.