No livro de São Matheus, conta-se que Jesus se apresenta a Maria Madalena e a outra Maria, mas não fica claro se essa outra Maria era a sua Mãe ou alguma outra Maria. Pedindo a elas que contassem aos outros apóstolos o que elas viram e pedindo que o aguardassem na Galiléia onde o encontrariam. No livro de São Marcos, conta-se que Jesus aparece primeiro à Maria Madalena, mas quando contou aos que andavam deprimidos chorando que Jesus tinha ressuscitado, não acreditaram. Depois aparece à dois discípulos no campo, e por fim aos Onze, sentados à mesa, repreendendo-lhes a incredulidade e a esclerose de coração por não terem acreditado nos que o tinham visto ressuscitado. No livro de São Lucas, a narrativa é que Jesus teria aparecido primeiro a Maria Madalena, Maria mãe de Thiago, Joana e as outras que com elas estavam. Quando contaram aos outros o que tinham visto, não lhes deram crédito. Depois aparece aos discípulos de Emaús, e posteriormente aos Onze, dando ênfase, que não se tratava apenas de um espírito, mas de Cristo, em carne e osso. Entretanto, no evangelho de São João, podemos observar que ele dá enfase, no Encontro Pessoal Com Cristo, que cada um teve ao vê-lo Ressuscitado.
Não há como negar, que o encontro de Maria Madalena foi o mais marcante. Em primeiro lugar, ela não teve medo de se expôr indo até o sepulcro, enquanto que os apóstolos estavam trancados com medo dos Judeus. Sinal de grande personalidade e amor, ela não temia pelas consequências de seu gesto que na verdade era uma obra de Misericórdia. Depois, ela foi muito forte, pois ir até o sepulcro e ver morto, o que representava o Sentido de tudo o que acreditava, era acreditar que tudo podia mudar. Isso nos leva a crer, que o que nos possibilita contemplar o Milagre, é ter a coragem de encarar as cidades dos nossos sonhos em ruínas, e não desmoronar com elas. Mas visitá-las, fazer o que precisa ser feito, e esperar no Senhor. E como não poderia ser diferente, o sabor inigualável do gosto da vitória ao se deparar com seu Mestre, ressuscitado. Ela o reconhece após Ele a chamar pelo nome. E ela se dirige a Ele chamando-o de Mestre.
Nesse dia, Ele se dirige a nós e nos chama pelo nome: Juliana! Maria! João! José... E nós, como nos dirigimos à Ele? Vale à pena refletir, no que Ele realmente representa para nós. Um Deus distante, intocável, misterioso, ou um Deus presente, vivo, íntimo de nosso coração?
E eu fiquei aguardando a tarde toda pela Palavra d'Ele, ansiosa.
" - Sinto-me fraca, esmagada pelo peso dos meus pecados. Em minhas mãos não há conquistas a te ofertar, apenas desilusões a suportar. Busco forças na tua Ressurreição, e a esperança que ela me traz, conforta-me. Mas apenas uma tua Palavra pode me sustentar. Fala comigo Senhor, porque estás tão quietinho? Quem sou eu para te pedir isso, sei que não passo de um sopro, mas para Ti, sou muito importante, pois destes a vida pra me salvar, por isso tenha Misericórdia e fala comigo, encontra comigo como se encontrastes com Maria Madalena.
- Juliana, a paz! Nesse dia quero me fazer presente nos corações pela alegria. Este será o sinal de minha Ressurreição."
Estas são palavras de vida. Aquele que crer que Ele vive, manisfeste sua alegria que é fruto da presença do ressuscitado em seu coração. Apenas sua presença pode nos realizar plenamente e nos conceder a verdadeira paz. Dia de Páscoa é dia de Encontro Pessoal com Cristo. Viva Jesus Cristo para sempre!
08/04/2012 1º dia, manhã de Páscoa.
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